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Mãe e madrasta do menino Miguel são denunciadas por tortura, homicídio e ocultação de cadáver

Acusação vai pedir que Yasmin e Bruna sejam submetidas a júri popular

17/08/2021 às 13h49 Atualizada em 17/08/2021 às 13h53
Por: Redação
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Foto: Reprodução / Internet
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O MP/RS (Ministério Público do Rio Grande do Sul) anunciou, na manhã desta terça-feira (17), que denunciou a mãe e a madrasta de Miguel dos Santos Rodrigues pelos crimes de tortura, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Os delitos já haviam aparecido na versão parcial do inquérito policial, concluída na semana passada.

Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, de 26 anos, e Bruna Nathieli Porto, de 23, estão presas. A primeira confessou o crime logo no primeiro depoimento aos investigadores. Enquanto isso, a segunda defende que não teve participação no assassinato – uma versão contestada pelas autoridades.

O corpo da vítima está desaparecido desde 29 de julho. Entretanto, para o MP, este não é um fato determinante para o julgamento do caso. “As evidências demonstram que ele não vai aparecer. Essa ocultação de cadáver teve tanto êxito que exauriu o objeto material do delito”, afirma o promotor de Tramandaí, André Luiz Tarouco Pinto.

A acusação defende que tanto a mãe, quanto a madrasta de Miguel respondam como autoras, uma vez que teriam agido em conjunto ao cometerem os crimes. Os promotores apontam que a morte da criança teria sido planejada, e que o desejo das acusadas era construir uma nova família. Miguel não fazia parte destes planos.

Júri popular

O Ministério Público defende que as acusadas sejam submetidas a um júri popular – no qual o Conselho de Sentença é formado por cidadãos, e não por especialistas. Esta prática é comum em casos de grande repercussão, como a morte de Bernardo Boldrini, em Três Passos, e o incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria.

O caso

Yasmin admite que jogou o filho no rio Tramandaí, no limite entre Imbé e Tramandaí. Ela está na Penitenciária Feminina de Guaíba. Já a companheira dela, Bruna, segue recolhida no Instituto Psiquiátrico Forense, em Porto Alegre. Em uma das perícias realizadas, a equipe do IGP encontrou sangue do menino em uma camiseta.

Dados dos telefones celulares de ambas revelaram registros da rotina de maus tratos imposta a Miguel, bem como pesquisas sobre o que aconteceria com um corpo jogado ao mar. A polícia busca imagens de câmeras de monitoramento para tentar refazer o caminho em que as duas mulheres dizem ter feito com o corpo do menino, dentro de uma mala.

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