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Febre amarela: Doze cidades do litoral deverão intensificar vacinação

Pessoas que não têm comprovação vacinal deverão ser consideradas não vacinadas e devem se dirigir às Unidades Básicas de Saúde

10/02/2021 19h59
Por: Redação
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) está intensificando a vacinação contra a febre amarela em 26 municípios das regiões da Serra, Norte, Litoral e Vale do Paranhana, caracterizados como prioritários para as ações de controle da doença no Rio Grande do Sul.

A medida se deve à confirmação do óbito de quatro macacos bugios na área de floresta de Pinhal da Serra, na divisa com Santa Catarina. Outros casos de primatas contaminados estão sendo investigados em outras regiões.

Os bugios (e os macacos-prego, no caso do RS), são considerados sentinelas da febre amarela e não causam riscos à população. Esses primatas servem como indicadores da presença do vírus no ambiente silvestre. Eles adoecem depois que são picados pelo mosquito transmissor, o Haemagogus. Humanos não vacinados são contaminados somente ao serem picados por esses mosquitos infectados.

A imunização deve ser intensificada pelas secretarias municipais de saúde com busca ativa dos não vacinados. Pessoas que não têm comprovação vacinal deverão ser consideradas não vacinadas e devem se dirigir às Unidades Básicas de Saúde. No Litoral Norte os municípios que deverão intensificar a vacinação são: Caará, Dom Pedro de Alcantara, Itati, Mampituba, Maquiné, Morrinhos do Sul, Osório, Santo Antônio da Patrulha, Terra de Areia, Torres, Três Cachoeiras e Três Forquilhas.

A vacina

A melhor forma de prevenção à febre amarela é a vacinação. A vacina utilizada no Brasil é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz e está disponível nas Unidades básicas de Saúde dos municípios do Estado. Também é importante lembrar que deve-se sempre usar repelentes em ambientes silvestres, observando as recomendações de cada fabricante em relação ao prazo de ação efetiva de cada produto.

Crianças devem tomar a primeira dose aos nove meses e um reforço aos quatro anos. A partir dos cinco anos, crianças que não foram vacinadas podem tomar apenas uma dose. Esta dose única deve ser aplicada até os 59 anos de idade. A vacinação de pessoas com mais de 60 anos de idade, gestantes e mulheres que estejam amamentando crianças menores de 6 meses deve ocorrer em situações especiais (como emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco, mediante a avaliação de risco/benefício, feita por um médico). Em mulheres que estejam amamentando, pode-se considerar a suspensão do aleitamento materno por 10 dias. Pessoas com imunodepressão deverão ser avaliadas e vacinadas segundo orientações do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE).

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